Comorbidades psiquiátricas em indivíduos com transtornos de aprendizagem (dislexia)

Autor: Maria Genelva Almeida Costa (CRP15/349),  10/01/2016

A pessoa que apresenta transtorno de aprendizagem (TA) pode também apresentar baixa autoestima e desmotivação em relação ao ato de aprender. Segundo a literatura, ela pode apresentar maiores taxas de Transtorno psiquiátrico (TP) do que os bons leitores. Os transtornos mais comuns são: ansiedade, transtorno disruptivo, TDAH e algum tipo de transtorno de humor.

Moraes e colaboradores (2015) apresentam os seguintes dados estatísticos: TP em comorbidade com dislexia tem uma taxa de 23,95 a 24,8%; Transtorno de ansiedade, transtorno disruptivo e TDAH possuem 18% e 27% de algum transtorno do humor. Moraes também cita Barkey apresentando a seguinte estatística: 21% com TDAH apresenta dificuldade de leitura e 26% de ortografia. Faraone e colaboradores encontraram um taxa de 30% em pessoas com transtorno específico de leitura TDAH.

A instabilidade motora postural em indivíduos com dislexia é mais fortemente associada aos sintomas de TDAH do que em comprometimentos com a leitura. Essas taxas vão aumentando de acordo com o grau, chegando a 33% nos casos mais graves.

As pessoas com transtornos de ansiedade têm maior probabilidade de serem impulsivas e menos curiosas, propensas a devaneio, sendo vistas como imaturas e dependentes. É comum encontrar pessoas com sintomas de ansiedade e dificuldades escolares. Crianças com altos níveis de ansiedade tem pior desempenho nas avaliações escolares. Estudos evidenciam que altas taxas de transtorno de ansiedade foram associadas a dificuldades de leitura.

Transtorno de aprendizagem, fobia social e transtorno de ansiedade generalizada foram cinco vezes mais comuns entre indivíduos com dislexia do que com os leitores típicos.

Em se tratando de ansiedade, a taxa de prevalência na população infantil fica entre 6 a 22%. Os sintomas mais comuns são: irritabilidade, desânimo, alteração do sono e do peso, dificuldade de relacionamento com os colegas. Em geral, crianças com dislexia apresentam maiores sintomas depressivas se comparadas com seus pares.

O sujeito com depressão podem desencadear aspectos negativos, alteração na autopercepção, reduzida motivação, baixa expectativa e redução das estratégias de enfrentamento. Esses sentimentos são fatores de risco e não necessariamente a causa. Nem todas as pessoas com depressão vivenciam os mesmos sintomas. A gravidade, frequência e duração podem variar de pessoa para pessoa. Os sintomas mais comuns são: tristeza persistente, ansiedade ou vazio, sentimento de desesperança e/ou péssimos, fadiga, diminuição da energia, dificuldade de concentração, insônia, dores persistentes, sono excessivo, pensamento suicida, problemas digestivos.

McBride e Siegal (1997), citado por Passe e lima (2015), pesquisaram pessoas que cometeram suicídio e encontraram déficits significativos em sujeitos com problemas de ortografia e caligrafia.

Livingston (1985), citado por Passe e Lima (op.cit), revisou a literatura sobre depressão e Transtorno de aprendizagem e encontrou relações: a depressão causa ou agrava problema de aprendizagem; o transtorno de aprendizagem causa a depressão, por fim uma disfunção cerebral pode levar tanto a depressão maior quanto ao transtorno de aprendizagem.

Johnson (2002 e 2005), citado por Moraes e colaboradores, sugere que 30% das crianças com problemas de aprendizagem têm problemas comportamentais e emocionais, e a psicopatologia piora com a idade em crianças com TA não verbal.

Kishore estudou 56 crianças, dessas 23 com transtorno especifico do desenvolvimento das habilidades escolares tiveram transtornos psicológicos comórbidos.

Ciasca e Lima (2015) utilizando o questionário do CDI encontraram um escores de 9% da amostra com dificuldade de aprendizagem. Outros estudos apontam para uma prevalência de 36% entre depressão e TA (dislexia).

É frequente o Transtorno de humor bipolar ser confundido com TDAH e transtorno de conduta ansiedade.  Na infância, o transtorno de humor bipolar está associado à ciclagem rápida de humor no decorrer dia, flutuação do humor.

Papolos e Papolos, citado por Moraes op.cit, encontraram que 52% de pessoas com Transtorno do Humor bipolar apresentavam transtorno de aprendizagem associado. Rutter e Yule op. cit. sugerem que crianças com transtorno específico de aprendizagem têm cinco vezes mais chance de apresentarem comportamentos antissociais.

Para concluir, a literatura confirma que é frequente a criança com dislexia apresentar sintomas desafiantes/opositor na hora de fazer as tarefas escolares. Transtorno de conduta opositor desafiante é um forte fator de risco para pessoas com dificuldade de leitura, porém o inverso não é verdadeiro.

PELO EXPOSTO É IMPORTANTE DETECTAR PRECOCEMENTE AS DIFICULDADES PARA INTERVENÇAÕ, DESSA FORMA OBTERÁ MAIS BENEFICIOS NA VIDA DAS PESSOAS.

 

Referência: Ciasca, Sylvia e colaboradores. Transtorno de aprendizagem. Book Toy – Ribeirão Preto, 2015.

TRANSTRONO DE APRENDIZAGEM

Autor: Maria Genelva Almeida Costa (CRP15/349),  08/01/2016

 

Transtorno de aprendizagem (TA) é algo complexo. Estima-se que de 5 a 15% da população sofra desse problema, independente de classe socioeconômica. As dificuldades primárias estão relacionadas à leitura, escrita e matemática. Newra Rotta (2006) diz que por trás das queixas de hiperatividade, depressão, ansiedade, problemas comportamentais podem está o TA. Eu complementaria que em alguns casos, as dificuldades de aprendizagem podem ser sintomas de uma depressão, dependência tecnológica, problemas emocionais etc.

Para Ciasca e colaboradores (2015) para ter TA exclui-se as deficiências mentais, dificuldades emocionais, dificuldades culturais e falhas no desenvolvimento. Observa-se uma discrepância entre atividades acadêmicas e a capacidade de aprender.

Atualmente, fala-se muito em dois subtipos de TA: o verbal, que constitui um grupo heterogêneo de dificuldades ligada à escrita, velocidade de leitura, linguagem oral, soletração, desempenho perceptivo e processamento visual e auditivo, conhecido como dislexia, disgrafia  disortografia ou discalculia. O TA não verbal está relacionado à problemas na percepção tátil, coordenação psicomotora, organização espacial, formação de conceitos, cálculos matemáticos, prosódia e adaptação social. Existe uma hipótese de que esse seja mediado pelo hemisfério direito do cérebro, enquanto o verbal pelo hemisfério cerebral esquerdo.

Na literatura encontra-se outra classificação para TA: os específicos de leitura, também chamado de dislexia do desenvolvimento (DD) e os não específicos, conforme menciona o CID F81.8.

Hoje está confirmado que a DD apresenta déficit do processamento fonológico. Esse déficit explicaria a dificuldade de compreensão e, principalmente, o processo de conversão grafema-fonema , ou seja letra-som. A pessoa com DD apresenta dificuldade de comunicação fonológica, memória verbal e rapidez de acesso à informação fonológico. Estudos recentes confirmaram que pessoas com DD em atividade de leitura apresentam menor ativação do hemisfério esquerdo nas regiões parietal inferior, temporal inferior, médio e superior, giro fusiforme no lobo frontal esquerdo, e ainda foi relatado menor atividade do giro frontal inferior e mais atividade do córtex motor primário e ínsula anterior.

Em relação à DD Boder, relacionam-se três tipos: disfonética, diseidética (apresenta dificuldade no processamento visual, provavelmente ligada ao lobo occipital) e a mista (relacionada aos lobos frontal, occipital e temporal).

TA é uma área complexa que exige uma avaliação multiprofissional envolvendo a cognição, processamento auditivo, fonológico, visual, ortográfico, memória sensorial, memória de trabalho, armazenamento de memória de longo prazo, inteligência cristalizada e nomeação automática motora. Ciasca e colaboradores (2015) salientas que é o mais intermultidisciplinar dos temas, não só para o diagnóstico, mas também para intervenção.

 

Referência: Ciasca, Sylvia e colaboradores. Transtorno de aprendizagem. Book Toy – Ribeirão Preto, 2015.

GENÉTICA E APRENDIZAGEM

Autor: Maria Genelva Almeida Costa (CRP15/349),  08/01/2016

A influência exclusiva dos fatores genéticos nos processos cognitivos ainda é discutida, sabe-se que a cognição sofre também influência dos fatores ambientais. A influência de fatores genéticos e ambientais é conhecida como herança multifatorial. Os fatores ambientais desempenham um papel fundamental na expressão genética.

Cada uma das nossas capacidades cognitivas, emocionais e perceptual é construída em cima de andaimes das experiências de vida. Essas influencias não são apenas pós-natal, mas também do período pré-natal.

A cadeia genética do ser humana é extremamente complexa, só para se ter uma ideia existem quatro grupos de genes HOX contendo cerca de 10 genes cada. Cada HOX tem um padrão ou expressão específico no embrião, por exemplo: a expressão dos genes HOX na porção anterior do embrião é fundamental para o desenvolvimento da face, mandíbula e prosencéfalo, outros regulam a síntese de neurotransmissores, o contato dos neuroblastos com fibras radiais gliais, o processo de migração e formação sináptica.

Apesar dos mecanismos genéticos serem imutáveis, é relevante pensar que a rede gênica precoce sofre influência não apenas das mutações genéticas, que interrompem genes regulatórios, mas também das influências maternas como uso de drogas, álcool, toxinas, nutrição, inflamação, infecção etc.

Alerta-se para uma coisa importante “não devemos esquecer que as principais familiais de genes de desenvolvimento são HOMEOBOX, ou seja, apesar de influenciarem inúmeros genes, sofrem influências do meio ambiente”. Dessa forma, eventos desfavoráveis na gestação podem desencadear cascatas de eventos ligados inicialmente a influência ambiental.

Pesquisam evidenciam que gestantes que receberam suplementos alimentares como ferro, ácido fólico e zinco, e tiveram seus filhos avaliados aos três anos de idade, tiveram um aumento de cinco pontos de QI quando comparados à outras que não receberam esses suplementos, e em condições ambientais, econômicas semelhantes e da mesma faixa etária. Segundo os autores dessa pesquisa, alguns aspectos de funcionamento intelectual, incluindo memória de trabalho, controle inibitório e coordenação motora fina, estavam alterados nos controles que não receberam esses suplementos.

Em se falando de aprendizagem, especificamente das dificuldades, estudos mostram a importância de se investigar herança cromossômica, especialmente ligada ao X. Algumas síndromes genéticas apresentam fenótipo comportamental e dificuldades para aprender devido à deficiência mental, conhecida atualmente como intelectual, por exemplo:

– Síndrome do X frágil: primeira causa de retardo mental herdável.  Metades das mulheres com essa síndrome podem ter um funcionamento intelectual normal, limítrofe ou com dificuldades psicossociais. Essas com funcionamento intelectual normal apresentam dificuldades visuoespaciais, atenção, funções executivas em cálculos e leitura. Os outros 50% apresentam retardo mental leve. Já os homens, na sua maioria, apresentam retardo mental.

– Outras síndromes com retardo mental e consequentemente dificuldade em aprender: Síndrome de Aicardi, Coffin-Lowry, Atkim-Flaitz, Turner, Willians, Noonan, Smith-Magenis Klinefelter, Down.

Existem transtornos de aprendizagem os quais não tem comprometimento intelectual, todavia, a criança apresenta muita dificuldade na aprendizagem na escrita, leitura e aritmética. A dislexia, atualmente, é um dos transtornos mais estudados, existindo evidências que comprovam sua origem de ordem biológica.

Podemos concluir que em muitos casos são encontradas uma forte correlação das dificuldades de aprendizagem com questões genéticas, mesmo assim, o meio ambiente exerce um papel fundamental. Todavia, muitas dificuldades estão relacionadas exclusivamente às questões de ordens familiares/emocionais, chamadas de sintomas. Quanto aos  educacionais (metodologia, vínculos escolares), esses casos denomina-se fracasso escolar.
Referência: Ciasca, Sylvia e colaboradores. Transtorno de aprendizagem. Book Toy – Ribeirão Preto, 2015

Aprendizagem e Epilepsia

Autor: Administrador,  25/11/2015

Aprender é um ato complexo e necessita de várias instancias como: um corpo que é construído, um organismo, aparato genético que é herdado, uma inteligência também construída e o desejo. Inteligência e desejo estão transversalizados.

Epilepsia é algo clínico que mostra uma disfunção numa área cerebral que pode ser pequena ou grande envolvendo os dois hemisférios, é uma descarga excessiva dos neurônios. Essas manifestações podem ser: motoras, sensitivas, com ou sem alteração da consciência. Essas descargas podem trazer consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais.

Existe uma incidência muito acentuada de epilepsia e dificuldade de aprendizagem, cerca de 90%, na Síndrome de West ou de Lennox-Gastaut.

Na infância encontramos as síndrome epilépticas benignas com pontos centrotemporais, que podem chega a 29%, enquanto as generalizadas idiopáticas representam 16%, a epilepsia parcial sintomática 15% e a epilepsia ausência infantil 9%.

A função intelectual é influenciada por uma série de fatores, como: idade de início das crises, etiologia, tipos de crises e fatores psicossociais. É frequente encontramos déficit intelectual, transtorno de linguagem e transtornos de aprendizagem.

Algumas síndromes epilépticas infantis como síndrome de West, de Lennox-Gastaut, Lesão hipóxico-isquêmica e a síndrome de Otahara apresentam déficit intelectual. A literatura mostra que crianças epilépticas podem apresentar comprometimentos no desempenho escolar. Crianças com epilepsia generaliza idiopáticas apresentam risco significativos de apresentar dificuldades de aprendizagem.

Winckler e Melo (2015) afirmam que a fusão linguagem e epilepsia tem sido pouco estudada. “O início precoce de epilepsia focal está associado a problemas de linguagem em crianças e adultos, com pior desempenho na epilepsia temporal com foco à esqueda. Foi observado que crianças epilépticas falam menos, usam menos conjunções para unir sentenças relacionadas. A gravidade está relacionada ao controle das crises, ao início precoce das crises e a disfunção cognitiva global.” Borgatti e colaboradores encontraram uma grande associação nas crises ativas por um período de mais de seis meses e a presença de distúrbios de comportamento, emocionais e atencionais.

Efeitos das medicações: estudos mostram que a politerapia possui um impacto na função cognitiva se comparados com a monoterapia. A carbamazepina e o ácido valporico parecem serem isentos de efeitos neuropsicológicos.

Comparando ácido valporico,fenitoina e fenobarbital em relação aos testes cognitivos, esse último apresentou mais impacto na cognição do que os outros dois.

Chevrie afirma que o fenobarbital e benzodiazepínicos podem interferir no aprendizado, e em muitos casos podem mudar a terapia. Sendo mais frequentes o decréscimo no desempenho da atenção, memoria, rapidez motora função visuoespacial e solução de problemas.

O Topiramato é eficaz em crises parciais crônicas refratárias, mas apresentam altos índices de efeitos adversos em relação à cognição. Em outros estudos, ele interferiu na memória e na fluência verbal fonética, entretanto não na cognição.

O Levetiracetam foi mencionado em alguns estudos como indutor da ansiedade, depressão e labilidade.

Os benzodiazepínicos têm apresentado efeitos sedativos, sialorreia, relaxamento muscular e podem afetar secundariamente a cognição.

Quanto à Lacosamidia, estudos recentes têm mostrado alteração na velocidade do processamento da informação.

Podemos concluir que as dificuldades de aprendizagem em crianças epilépticas são bastante variáveis. Os limites são imprecisos e dependem da etiologia, da localização da disfunção cerebral, da idade de início, frequência das crises, tipos de crises, tipo de anormalidade encefalográfica, do ambiente familiar e social, da motivação e da assistência dispensada a essa criança.

Fonte: RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtorno de aprendizagem, Artmed, 2º edição, Porto Alegre, 2015

TRANSTORNO DE MEMÓRIA

Autor: Maria Genelva Almeida Costa (CRP15/349),  03/11/2015

Não existe uma única memória, mas um conjunto de memórias, que tanto pode ser simples como complexa. Existem memórias visuais, auditivas, somestésicas, cinestésicas, olfativas, emocionais etc. Para cada função cortical há um tipo de memória.

Mas o que é memória? Para Izquierdo é um evento que pode ser dividido em três fases: aquisição, consolidação e evocação.

A pessoa desatenta pode apresentar dificuldade na coleta, análise e classificação da informação. Uma pessoa desmotivada, deprimida certamente não tem boa memória. Ansiedade é outro fator que pode alterar a memória.

Uma memória muito conhecida é a chamada memória de trabalho ou operacional, ou imediata.

O termo insignt é uma memória gerada internamente, sem participação dos sentidos, surge abruptamente, e isso acontece pelo reprocessamento das memórias consolidas previamente.

As memórias podem ser classificadas pelo conteúdo ou pela duração. Pelo conteúdo são chamadas declarativas, que são descritas por meio da linguagem. As semânticas referentes aos fatos conhecidos e as procedurais dizem respeito a procedimentos motores ou sensoriais, como por exemplo pedalar.

Todas as memórias passam por fazes, com exceção da memória de trabalho. O processamento das memórias declarativas ocorre no hipocampo. As procedurais ocorrem no cerebelo, nos núcleos de base.

Motivação tem uma íntima relação com memória, essa está muito ligada com o humor.

Memória e ansiedade , depressão tem uma influencia acentuada.

Em se tratando de transtorno de memória esses podem ser divididos em dois grupos: 1) transtorno de aquisição de memórias declarativas e 2) de memórias de procedimentos.

Falando de neuromaturação é mais fácil ler do que escrever, esse envolve coordenação entre os músculos, além do conhecimento dos grafemas e fonemas.

As memórias declarativas utilizam vários neurotransmissores como GABA, dopamina, noradrenalina, serotonina e acetilcolina. O GABA tem maior influencia na consolidação das memórias de procedimentos.

Nas memórias de longa duração também entram em jogo outros fatores como: beta endorfina cerebral, vasopressina e os hormônios do estresse, esse quando em dores elevadas prejudicam a consolidação.

A ansiedade de base gera glicocorticoides que podem prejudicar a rememorização das informações. Lesões ou distúrbios no córtex parietal ou temporal podem construir para perda de memória seletiva.

Fonte:RIESGO, Rudimar dos Santos.Transtorno de aprendizagem, Artmed, 2º edição, Porto Alegre, 2015

INFÂNCIA IDADE SAGRADA

Autor: Administrador,  22/06/2015


El entrenamiento musical ayuda a los niños a centrar su atención, controlar sus emociones y disminuir su ansiedad

Autor: Administrador,  16/01/2015

Fuente: Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry

Referencia: Volumen 53, número 11, página(s) 1153–1161

Fecha: Noviembre 2014

Según un estudio de la Escuela Médica de la Universidad de Vermont (EEUU), el entrenamiento musical ayuda a los niños a centrar su atención, controlar sus emociones y a disminuir su ansiedad. Los científicos concluyen que la práctica musical puede ayudar psicológicamente más a algunos niños que un tratamiento médico y que, por tanto, debería generalizarse desde la infancia. Los autores de la investigación, los psiquiatras James Hudziak y Eileen Crehan, afirman que ésta es “la más extensa sobre la relación entre la actividad de tocar un instrumento musical y el desarrollo cerebral”. En ella se analizaron los escáneres cerebrales de un total de 232 niños de edades comprendidas entre los seis y los 18 años.

A medida que los niños se hacen mayores, el espesor de su corteza cerebral sufre algunos cambios. En análisis previos sobre este aspecto, Hudziak y su equipo habían descubierto que el engrosamiento o el adelgazamiento de la corteza en áreas específicas del cerebro podían indicar la aparición de ansiedad y depresión en los pequeños; de problemas de atención, de agresividad o de control de la conducta; incluso en niños sanos (sin diagnóstico de trastorno o de enfermedad mental).

Con el presente estudio, Hudziak quería ver si, por el contrario, una actividad positiva, como la formación musical, podía influir en dichos indicadores corticales. Sus resultados revelaron que tocar un instrumento altera las áreas motoras del cerebro, porque esta actividad requiere del control y de la coordinación de movimientos. Además se constató que la práctica musical influía en el grosor de una parte de la corteza relacionada con la función ejecutiva (que incluye la memoria de trabajo, el control de la atención y la capacidad de planficación); y también en el de áreas del cerebro que juegan un papel crucial en la capacidad de autocontrol y el procesamiento de emociones.

Prevalencia de maltrato infantil y trastornos psiquiátricos en una población femenina privada de su libertad

Autor: Administrador,  16/01/2015

Autor/es: Miguel Vallejos; Matías S. Bertone; Jessica

Fuente: Revista Neuropsicología , Neuropsiquiatría y

Referencia: Volumen 14, número 3,

Resumen

Objetivo: Numerosos estudios previos han demostrado altos índices de trastornos psiquiátricos y elevadas tasas de experiencias traumáticas en la infancia en las personas que se hallan detenidas y privadas de su libertad en instituciones carcelarias. En este estudio se decidió investigar la prevalencia de los diferentes tipos de experiencias adversas infantiles y la prevalencia de trastornos psiquiátricos de pacientes internas alojadas en una institución Psiquiátrica-Penitenciaria.

Materiales y método: Se realizó un estudio epidemiológico, entre mayo del 2012 y Noviembre del año 2013, en el cual se evaluaron a 25 internas-pacientes que pertenecían al Dispositivo de Tratamiento de Mujeres del Programa Interministerial de Salud mental Argentino (PRISMA) ubicado en el predio del Complejo Penitenciario Federal IV, Ezeiza, República Argentina. Se utilizaron las escalas: SCID I y II, y la ACE (Adverse Childhood Experience).

Resultados: la información obtenida de la investigación permitió ubicar que el 92 % de las participantes había padecido alguna experiencia adversa en su infancia. Se halló una elevada tasa de abusos en sus distintas formas: sexual (56 %), físico (76 %), emocional (80 %) y de negligencia emocional y física (56 %). A su vez se observó que todas las pacientes presentaban algún trastorno mental y más de la mitad cumplía criterios diagnósticos para dos o más trastornos psiquiátricos. Se encontró que el más frecuente es el trastorno de personalidad (60 %), seguido de trastornos por consumo de sustancias, trastornos de ansiedad y trastornos del estado de ánimo.

Conclusiones: al igual que en otros estudios en instituciones penitenciarias, hallamos altas tasas de prevalencia de experiencias adversas infantiles y de trastornos psiquiátricos.

Los niños que son castigados por orinarse en la cama son más propensos a padecer depresión

Autor: Administrador,  16/01/2015

MADRID, 26 Dic. (Reuters/EP)

Los niños que son castigados por orinarse en la cama, conocido por enuresis, son más propensos a padecer depresión, según ha mostrado una investigación realizada por el equipo del doctor de la facultad de Medicina de la Universidad Rey Abdulaziz en Jeddah (Arabia Saudita), Nabeel Faten Al-Zaben.

Y es que, según los autores, este trastorno afecta a alrededor del 15 por ciento de los niños pequeños y es tres veces más común en niños que en niñas. Además, hasta un tercio de los padres castigan a sus hijos por la enuresis nocturna.

Por este motivo, y con el fin de comprobar cómo les afectaba este problema a los menores, los científicos analizaron a 65 niños de entre 7 y 13 años de edad que se orinaban inconscientemente en la cama, y a otros 40 años que no padecían este problema. A continuación, dividieron a los que tenían este problema en dos grupos: los que eran castigados y los que no recibían ningún tipo de reprimenda por parte de sus padres.

De esta forma, comprobaron que los niños que fueron castigados por hacerse pis en la cama, lo hacían con más frecuencia que aquellos que no recibieron un castigo y, además, tenían síntomas de depresión más graves. Ahora bien, este efecto fue peor cuando los padres les regañaban físicamente ya que los menores mostraron también una peor calidad de vida.

“La incontinencia urinaria afecta tanto al niño como a la familia en varios niveles. A menudo es una fuente de vergüenza y bochorno para el niño afectado y los menores que han experimentado el fracaso del tratamiento tienen una autoestima baja”, han zanjado los autores.

Educadores somos nós: pais e professores

Autor: Administrador,  21/11/2014

Sem título-3

Sem título-3

Cartilha do Educador

Autor: Administrador,  06/08/2013

Transtono de Ansiedade de Separação

Autor: Administrador,  06/08/2013

CRIANÇAS E ADOLESCCENTES DISRUPTIVOS

Autor: Maria Genelva Almeida Costa (CRP15/349),  06/07/2013

O termo disruptivo já causa impacto, imagine conviver com crianças e adolescentes cujo comportamento é marcado  por atos antissociais, como agressão, desobediência, oposição e desconsideração por pessoas e coisas alheias.

Para a Associação Psiquiátrica Americana essas violações enquadram-se em quatro amplas categorias: agressão, destruição de propriedades, defraudação ou furto, e séries de violação de regras.  São comuns as intimidações, brigas, crueldade física com pessoas e animais, roubo, provocação de inocente, mentira, roubo, vandalismo, atividade sexual precoce entre outros comportamentos.

Segundo McClure e Friedberg, o transtorno desafiante opositor é caracterizado por um padrão persistente de desafio, desobediência e hostilidade para com pais, autoridades, professores etc. Sinais específicos de transtorno desafiante opositor incluem discussão e brigas crônicas, acessos de raiva, altos níveis de irritabilidade/contrariedade, caráter vingativo/rancoroso, desobediência, teimosia e hábito de culpar os outros pelos seus próprios atos.

Antes da puberdade, a prevalência é maior em meninos depois ficam equivalentes. Os meninos demonstram mais agressividade do que as meninas, nelas a culpa e o medo inibem.            É comum elas não encontrarem motivação para mudar, pois são arredias a tratamento. Portanto, envolvê-las  no tratamento é a tarefa principal. Estabelecer um bom relacionamento com essas crianças é fundamental. A confiança e o respeito são essenciais, como também o estabelecimento de limites, esses devem ser objetivamente consistentes. Outro aspecto importante para o terapeuta é a flexibilidade, quando necesária na imposição dos limites, sem isso poderá ocorrer lutas de poder indesejadas.

Em relação aos pais, quando fica hostil e crítico, a relação complica-se. Os pais não devem perder o comando da autoridade . Uma das técnicas para os pais  mandarem os filhos fazem algo que gostem é a recompensa pela obediência.  Essa técnica melhora o clima familiar e os pais praticam o comando da obediência.  Outra técnica recomendada é elogiar por obediência espontânea. Os pais também devem diferenciar questões negociáveis e inegociáveis.

Outra coisa legal é ajudar as crianças a monitorar seus próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos, podendo fazer um diário sempre que se sentirem irritadas e agir agressivamente.  É importante  enfatizar que é normal sentir raiva, mais não é permitido agir agressivamente.  Ensiná-la a resolver problemas é outra tarefa importante que requer flexibilidade. Essas crianças tem dificuldade de empatia pelo outro. Autores recomendam  usar filhotes de animais para desenvolver empatia , exceto se ela for cruel com animais.

É importante levar a criança a refletir se o que ela fez foi de propósito ou sem querer. Usar metáforas facilitam o uso de técnica de autoinstrução. Elas não param para pensar, o uso de jogos que levem a refletir é recomendado, além de fazer perguntas como “O que você acha de parar e pensar sobre isso?”. Trabalhar com essas crianças é frequentemente um processo longo, é importante fazer uso de múltiplas estratégias de tratamento.

 
Bibliografia – FRIEDBERG, Robert D e McCLURE, Jessica M. A prática clínica de terapia cognitiva com crianças e adolescentes, Porto Alegre, Artmed, 2008.

DEFICIÊNCIA POSTURAL E DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM

Autor: Maria Genelva Almeida Costa (CRP15/349),  20/05/2013

Segundo Travassos e colaboradores (2012) existem dois tipos de dislexia: a do desenvolvimento e a adquirida. A primeira afeta muitas criança aparentemente normais, verificando-se que o potencial intelectual, a idade e maturação são desproporcionais ao desempenho escolar em uma ou mais habilidades receptivas ou expressivas  leitura, escrita ou matemática).

Os autores fazem referência que a dislexia apresenta múltiplas causas, por exemplo as hereditárias, de etiologia neurológica acometendo o lobos  temporais e parietais, corpo caloso, cerebelo, estando envolvido o sistema visual magno celular. Citam ainda outros autores que fazem referência à presença de distúrbios da propriocepção e alteração do esquema corporal.

O sistema proprioceptivo recebe informações dos sensores distribuídos no corpo (pele, planta dos pés, músculos e articulações, mucosas, língua, sistema visual, auditivo e equilíbrio). É responsável pela percepção e processamento das informações complexas, e devido aos diversos setores corporais que podem estar afetado o quadro clínico pode ser variado.

A escola portuguesa classificou sinais e sintomas musculares, vertiginosos e cognitivos caracterizando a Síndrome da Deficiência Postural como:

  • Acorda cansado com se não tivesse dormido.
  • Dificuldade de se concentrar; disperso nos estudos.
  • Parece não ouvir bem. Pergunta muito “ham? O quê?”
  • Troca letras, inverte letras, sílabas e números (em espelho)

Segundo o exposto, é importante uma avaliação multiprofissional para investigar o multiplicidade de sinais e sintomas que podem estar presentes.

 

Referências:

VENTURA, Liana, TRAVASSOS, Simone B., SILVA, Orlando Alves & DOLAN, Margarida.  Dislexia. Editora Cultura Médica, RJ, 2012

Páginas:12»

Notícias